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Detox de informação requer foco em 2020


Ana Costa

Jornalista e Diretora na Cellera Comunicações


As pessoas estão saturadas de informação. Se há 20, 30 anos alguém arriscasse fazer essa afirmação, provavelmente seria visto de maneira estranha, especialmente porque a internet chegou trazendo a promessa de conexão, a possibilidade de expandir as dimensões do conhecimento. Mas o fato é que tudo isso aconteceu; para o bem e para o mal, e somos bombardeados por toda qualidade de informação e dados que se possa imaginar. Essa reflexão me veio especialmente ao ler o estudo Data Thinking 2020 que acaba de ser publicado pelo Cappra Institute.


O estudo analisa cenários de curto prazo, basicamente, e sinaliza seis áreas que merecem atenção:


Criminosos analíticos


Superpoderes cognitivos


Inforganization


Times data-driven


Data-robots


Detox de informação


Apesar todas trazerem aspectos muito interessantes, ficarei com a última para refletir especialmente no mercado em que atuo, o do jornalismo e de produção de conteúdo.


O excesso de conexão – e consequentemente a um volume de dados que só cresce – está intoxicando as pessoas. Estamos expostos permanentemente a uma quantidade de dados que não damos conta e que na maioria dos casos não nos serve para nada, apenas para roubar nosso tempo. Já em 2015, especialistas alertavam para os riscos do excesso de informação na saúde, com consequências físicas (por usarmos demasiadamente os dispositivos móveis e descuidarmos da postura) até mentais e emocionais (como Burnout e perda de memória). Diante de um quadro de saturação, o estudo da Cappra sugere algumas formas de tornar o consumo de informação mais eficiente, ganhando o que tem de bom nisso tudo.


A primeira – e talvez a que está mais ao alcance de todos – é o mapeamento de fontes qualificadas.

Em um universo tão dominado por notícias falsas, esse tem sido um caminho indicado insistentemente por especialistas que dão dicas para não cair na armadilha das chamadas “fake News”. Confiar nas fontes de dados que você consome e revisá-las permanentemente é um caminho muito assertivo para garantir menos toxicidade no seu dia-a-dia. Os apps e as redes sociais em que estamos, por exemplo, podem ter as informações mais enxutas e até “personalizadas” se você usar os filtros alinhados aos seus interesses.


A curadoria de informação é um ponto destacado e que tem muita relação com o que costumo recomendar como orientação para a produção de conteúdo dos meus clientes. Nesse mar de dados em que estamos, seus públicos não querem ler qualquer coisa – eles nem têm tempo para isso. O que eles buscam é informação acessível, bem escrita e explicada, capaz de auxiliar imediatamente na solução de problemas ou no esclarecimento de dúvidas. Daí a necessidade de conhecer o seu público, saber do que ele necessita e de que maneira você pode contribuir.


O cuidado básico com esse filtro das informações que consumimos e a importância de dosarmos os dados que produzimos será cada vez mais fundamental, uma vez que a tendência é que a produção de dados no mundo cresça ainda mais. Para 2020, a palavra-chave é ter ainda mais foco.

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